domingo, 5 de fevereiro de 2012

Mais uma semana que se inicia e....

Dica de Leitura....

Como fazer uma boa adaptação no berçário!

Preparação e parceria com a família são fundamentais para assegurar uma adaptação tranquila aos bebês que vão à escola pela primeira vez...


HORA DO LANCHE No Centro Social Marista Robru, pai e educadora se revezam para alimentar um bebê durante a adaptação. Foto: Fernanda Preto
Crianças inseguras, pais angustiados e sofrimento diante da separação iminente. Esse não precisa ser o retrato do início dos pequenos na creche. É possível diminuir o desconforto e proporcionar uma adaptação tranquila e saudável para os bebês e sua família. A fase de acolhimento na Educação Infantil é diferente para cada faixa etária e requer atenção redobrada com bebês de até 2 anos. Afinal, quase tudo é novidade para eles: a convivência com outras crianças e adultos (além do círculo mais próximo), as brincadeiras com a areia...

O primeiro passo é conhecer bem a criançada. Entender seus costumes e medos ajuda a elaborar o planejamento. "Quando percebem que o educador sabe coisas que as fazem se sentir bem, elas ficam mais calmas", diz Rosa Virgínia Pantoni, mestre em Psicologia e coordenadora de assistência social da Creche Carochinha, ligada à Universidade de São Paulo (USP).

Antes de receber a turma, é fundamental ler com atenção todas as informações contidas na ficha de anamnese (com histórico de saúde). Também é desejável fazer uma entrevista detalhada com a família. Durante o bate-papo, os pais podem esclarecer dúvidas e ajudar você e seus colegas a entender os hábitos da criança. "É um momento de ajuste de expectativas. É essencial escutar o que os familiares esperam e explicar os objetivos da instituição", diz Ana Charnizon, educadora da UMEI Aarão Reis, em Belo Horizonte. Mostrar interesse pela criança é uma forma de tranquilizar os pais. Vale perguntar como é a rotina em casa, do que a criança gosta de brincar e de comer e se possui objetos de apego. A entrevista pode ser finalizada com uma visita pelos ambientes.

Bebês de até 10 meses estranham a escola, o modo como são colocados para dormir e a comida oferecida. É necessário prestar atenção nos aspectos sensoriais: deixar objetos pessoais, como mantinhas, chupeta e fronhas, junto ao berço ajuda na adaptação. A ausência dos pais não incomoda, mas a textura diferente do lençol do berço, a forma como são colocados para dormir, a temperatura da água do banho, sim.

Depois de completar 1 ano, a adaptação muda um pouco. O foco principal agora é fazer com que o bebê se acostume à ausência dos responsáveis. Por isso, é necessário alternar momentos em que os familiares estejam próximos e distantes da criança. Nessa idade, ela já começa a estranhar quem não conhece e estabelece vínculos com alguns adultos. Faz parte do processo, então, manter os rostos conhecidos ao alcance da visão do pequeno. A separação é feita aos poucos, intercalando momentos de aproximação e de ausência, até que o bebê se acostume à rotina na creche.

Outra estratégia para assegurar a tranquilidade é fazer um espaço para cada criança (leia a sequência didática). Assim, ela entende que há um lugar coletivo, mas que também existe um cantinho só dela, com seus objetos de apego ou brinquedos. Isso faz com que se estabeleçam vínculos com o local. Também é importante definir uma rotina, com horários e regras, para que os pequenos se sintam amparados.

O choro nos momentos iniciais da separação é normal e deve passar logo, à medida que a criança percebe que é acolhida e compreendida. Caso o berreiro persista, isso pode ser sinal de insegurança. Outras manifestações de desconforto são o sono constante, a apatia e a recusa em comer. Reuniões e estudos periódicos permitem aprofundar o conhecimento a respeito do universo infantil e agir nesses casos. "A insegurança dos responsáveis influencia ansiedade dos pequenos. Por isso, os profissionais precisam estar preparados", explica Ana.

Cabe ao educador acolher os bebês, reconhecer seus sentimentos e fortalecê-los emocionalmente. "As ações devem estar voltadas para a apresentação do novo ambiente de uma forma delicada", explica Clélia Cortez, formadora do Instituto Avisa Lá, em São Paulo. "O que está em jogo é o compromisso em transformar os sentimentos de angústia presentes neste momento em segurança e afeto", completa.

Publicado em NOVA ESCOLA Edição 239, Janeiro/Fevereiro 2011. Título original: Como em casa

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Dicas- Adaptação bem feita

Bebês e crianças pequenas se sentem à vontade quando a creche acolhe as famílias e os objetos pessoais de todos.

A decisão de matricular o filho na Educação Infantil é movida por diferentes razões. Alguns precisam apenas de um lugar para deixá-lo, enquanto outros entendem que esse é o ambiente mais apropriado para os pequenos. Nos dois casos, os primeiros dias na creche costumam não ser fáceis. As mães (ou responsáveis) choram discretamente, se sentindo culpadas pela separação, e a criançada abre o berreiro ao ver os adultos saírem pela porta. Evitar cenas assim é possível quando os profissionais escolares programam uma boa adaptação para todos. "Como, na maioria das vezes, essa é a primeira vivência de meninos e meninas num espaço coletivo fora de casa, devemos fazer dessa experiência a grande e boa referência para as próximas relações", diz Beatriz Ferraz, diretora de projetos de formação continuada da Escola de Educadores, em São Paulo.
No Colégio Farroupilha, em Porto Alegre, a professora Edimari Rodrigues Romeu tem grande preocupação com a adaptação. "Para amenizar o sofrimento das famílias, é preciso mostrar que as crianças ficam bem na creche", lembra. Com isso em mente, ela desenvolveu no início deste ano o projeto Um Cantinho da Minha Casa na Escola com sua turma de berçário. O trabalho com os pequenos, de até 1 ano e meio, durou dois meses e rendeu um diploma por ter ficado entre os 50 melhores do Prêmio Victor Civita Educador Nota 10 em 2007.
Durante a entrevista com as famílias, Edimari pediu fotos das crianças com os parentes, os animais de estimação e os brinquedos preferidos. "É importante que elas encontrem objetos pessoais na escola", justifica. "Isso dá a sensação de extensão de casa na instituição." Com o material, escolheu um canto, colocou um tapete colorido de EVA no chão e espalhou almofadas e brinquedos devidamente identificados. Em paralelo, confeccionou um painel com os retratos. Tirou cópias coloridas e as fixou em cartolina branca com um adesivo transparente largo. Por fim, colocou o mural na parede numa altura acessível ao grupo.

Álbum de fotos
As imagens originais foram para álbuns individuais. A professora cortou ao meio folhas coloridas de tamanho A4 e colou as fotos em cada pedaço. Depois, digitou as legendas no computador e imprimiu em papel branco. Nelas, o nome das pessoas e a situação ("Pedro com seus avós no parque", por exemplo). Para garantir mais durabilidade, envolveu as folhas com plástico adesivo transparente. Com o furador, fez dois orifícios em todas as páginas e as uniu com barbante. Na capa, escreveu "Eu e minha família". Como a intenção era deixá-los ao alcance da criançada, ela tomou o cuidado de não usar grampeador nem fio de náilon para não causar machucados.
Todos os dias, alguém chegava com um brinquedo para juntar ao canto. Edimari reunia a turma numa roda, fazia a chamada e mostrava o novo objeto. "Eu contava quem havia trazido e estimulava o empréstimo, mas nem sempre era atendida. Quem não queria compartilhar era respeitado", diz. Dessa maneira, ficava entendido o que pertencia a quem. O mesmo aconteceu com a inserção de fotos inéditas, com destaque para o nome e as peculiaridades de cada família.
O tempo todo, os pequenos estão livres para explorar o espaço. "Em alguns momentos, eles ficam um longo período olhando e observando seus parentes e os dos colegas", conta. Mas nem todos se acalmam vendo a imagem da família na parede. No princípio, era comum alguns chorarem de saudade. Quando isso acontecia, a educadora os pegava no colo e conversava sobre o momento em que se reencontrariam com os pais novamente. Um de seus argumentos era a proximidade da hora de saída. Para os que não têm autonomia para se locomover, como os bebês de colo e os que ainda não engatinham ou andam, a estratégia é levá-los ao painel ou fixar as fotos no chão com plástico adesivo transparente. Desde o início do ano, Edimari já refez o material algumas vezes por causa da manipulação, mas isso não é problema. O que importa mesmo é o bem-estar da turma.

Envolvimento de todos
O CEI Mina, na capital paulista, tem um projeto institucional de adaptação bastante elogiado. Assim que recebe a lista de interessados em fazer a matrícula, a diretora Rosangela Santos Barbosa marca uma entrevista com os pais ou os responsáveis. No dia combinado, ela aplica um questionário com perguntas sobre concepção, gestação, parto, relações afetivas, higiene, alimentação, sono e outros aspectos da vida da criança em casa. Sua intenção é reunir informações para que a equipe consiga fazer um atendimento personalizado. Depois, ela explica o planejamento pedagógico e apresenta todos os espaços e funcionários, dando ênfase aos lugares onde a criança vai ficar. O fim da conversa é um convite para que os adultos passem alguns dias na creche, acompanhando a rotina.
Rosangela tem objetivos definidos. "Quero proporcionar tranquilidade e fazer com que todos se sintam seguros acompanhando nosso trabalho", explica. A medida tem um ganho adicional. Com a família dentro da instituição, os professores aprendem mais rapidamente a melhor maneira de cuidar do novo integrante da turma. "O ideal é que a primeira troca de fraldas seja feita pela mãe com a observação do educador", defende a consultora Beatriz.
Na CEI Mina, os adultos participam ainda de palestras e discussões pedagógicas. "Sempre exibo um vídeo e leio sobre o tema adaptação antes de iniciar uma reflexão", conta a diretora. Além do ambiente preparado com mesa, cadeiras e videocassete, ela oferece um lanche. Nesse clima descontraído, todos se sentem à vontade para compartilhar impressões e angústias. Com o entrosamento no espaço escolar, Rosangela propõe uma oficina de sucata para a confecção de um brinquedo. A produção dos pais é sempre colocada na sala da creche. Outra iniciativa é integrar os participantes às atividades do dia-a-dia. "O envolvimento é tão grande que as pessoas não se restringem a dar atenção aos seus", narra.
Os especialistas recomendam ainda compartilhar um texto sobre o desenvolvimento infantil e explicar o que acontece em cada época da infância, principalmente na fase em que está o filho.

A equipe e a família A equipe pedagógica também merece uma adaptação. "A rotina da instituição se altera completamente com a chegada de cada novo integrante, seja no início do ano, seja agora", justifica Silvana Augusto, assessora para Educação Infantil e formadora de professores, de São Paulo. Nesse caso, coordenadores e diretores devem orientar professores e demais funcionários sobre como se comportar: por exemplo, explicar aos cozinheiros que, se acriança rejeitar a comida, não é um problema do trabalho dele.
A adaptação é um período de aprendizagem. Família, escola e crianças descobrem sobre convívio, segurança, ritmos e exploração de novos ambientes, entre tantas outras coisas. Para as famílias das crianças do CEI Mina, fica a clareza de fazer parte da creche, pois a equipe considera o sentimento delas para desenvolver o próprio trabalho. "Estamos prontos para receber os pais. Eles são nossos parceiros!", diz Rosangela.
No Colégio Farroupilha, a professora gaúcha também alcançou seu objetivo: as crianças rapidamente ficaram tranqüilas dentro do novo ambiente. Para demonstrar isso aos pais ou responsáveis, fez fotos de diferentes situações, como a brincadeira no tanque de areia, a hora do lanche, o abraço apertado no brinquedo querido e os olhares felizes em direção ao mural. "As crianças aprendem a ficar longe da família e, com isso, se apropriam dos espaços da creche", avalia.

Publicado em NOVA ESCOLA , Edição 207, Novembro 2007.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Dicas de Alimentação nas férias...

Não é novidade para ninguém que as frutas, verduras e legumes devem fazer parte do cardápio da criançada e todo mundo sabe que é preciso estabelecer horários regulares para as refeições. O problema é como aplicar essas e outras regrinhas durante as férias.
Grupo de bebês comendo melancia em um parque

A nutricionista Juliana Ferreira Mauri, especialista em nutrição materno-infantil, tem algumas dicas que podem ajudar os pais a organizarem a alimentação dos pequenos mesmo fora da rotina. A primeira é tomar um bom café da manhã, pois como o almoço durante as férias costuma ser mais tarde a criança estará com nutrientes suficientes para esperar pela refeição.
As crianças não devem pular as refeições. Nos restaurantes, o ideal é colocar no prato da criança todos os grupos alimentares, que são: arroz ou macarrão; feijão; legume, verdura e um tipo carne, que pode ser ave, peixe ou carne vermelha.
Para os lanchinhos da tarde, o segredo é oferecer à garotada doces gelados à base de fruta. Algumas idéias são mousse de morango, gelatina, doce de abóbora e mousse de maracujá.
Menina com pedaço de maça na mão
Os biscoitos recheados podem ser substituídos pelos biscoitos sem recheio. Passando uma geléia, que é mais saudável, e eles ficam mais interessantes para a criançada.

Paula R. F. Dabus
Texto Original do site : Guia do bebê

terça-feira, 22 de novembro de 2011

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Obesidade Infantil


A obesidade infantil vem aumentando de forma significativa e com ela várias complicações na infância e na idade adulta. Na infância, o manejo pode ser ainda mais difícil do que na fase adulta, pois está relacionado a mudanças de hábitos e disponibilidade dos pais, além da falta de entendimento da criança quanto aos danos da obesidade.

Existem vários fatores que são determinantes no processo que leva a obesidade, um dos principais é o sedentarismo, pois a diversão da criança hoje é ficar na frente da TV ou no computador jogando. Outro fator que contribui é o aumento de produtos industrializados, que acabam facilitando o consumo de guloseimas e alimentos ricos em gordura, além das crianças adorarem esses tipos de alimentos. Muitas vezes são os pais que fornecem esses tipos de alimentos, por não ter tempo, em função da correria do dia a dia, para preparar um lanche saudável. Outro motivo para os pais não cobrarem uma alimentação saudável, é o tempo que passam longe dos filhos, assim acabam compensando através da alimentação.

A obesidade está associada a um risco aumentado de diabetes mellitus, dislipidemia, hipertensão arterial, doença cardiovascular, digestivas entre outras doenças crônicas.

Um fato importante é que as crianças obesas sofrem com a discriminação dos colegas, o que pode levar a uma depressão, podendo agravar o quadro de obesidade ou ainda danos psicológicos.

Melhorar a qualidade da alimentação das crianças, estimulando-as a desenvolverem hábitos alimentares saudáveis e uma vida equilibrada com a prática de atividade física, seguramente ajudará a prevenir a obesidade infantil.
 
Texto original de:
Nutricionista Carmem Regina Bauer Santos - CRN2 9035
 http://nutriestar.blogspot.com/

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Chupeta!


Há quem seja fã, há quem deteste. O fato é que mulheres usam chupetas e bicos há séculos para acalmar bebês. A polêmica em torno do assunto é enorme, até entre profissionais de saúde, e por isso os pais acabam recebendo conselhos contraditórios. 

Como surgiram as chupetas? 

A chupeta surgiu da vontade de dar aos bebês alguma coisa que eles pudessem chupar com segurança -- evoluiu a partir de mordedores para quando os dentes estão nascendo e de chocalhos com pontas arredondadas. Hoje o padrão é elas terem um bico de silicone ou de látex, e uma parte de plástico ou de silicone que fica do lado externo do rosto, além de uma espécie de alça. As chupetas de látex são mais macias e flexíveis que as de silicone, mas não têm a mesma durabilidade. Chupetas modernas são seguras -- são fáceis de esterilizar e a parte externa é projetada para que o bebê não engula o bico nem engasgue. 

Há chupetas ortodônticas, projetadas com um formato especial para não prejudicar a formação dos dentes (leia sobre as desvantagens do uso de chupetas abaixo para saber mais sobre a influência da chupeta na dentição). 

Vantagens do uso da chupeta 

A principal vantagem do uso da chupeta é acalmar o bebê e ajudá-lo a dormir. O ato de sugar a chupeta ajuda a aliviar a dor, porque relaxa o bebê, e por isso muitos pais recorrem a ela quando a criança sofre de cólica ou não está conseguindo se acalmar. Ao sugar, os batimentos cardíacos do bebê ficam mais regulares. 

Cada bebê é diferente na necessidade de sucção. Há crianças que requisitam o seio o tempo todo, mas não porque estejam com fome, e sim porque precisam do conforto de sugar alguma coisa. Embora o assunto seja polêmico, existe uma ligação entre o uso de chupetas e o abandono precoce da amamentação -- mas não se sabe se um é causa do outro ou não. 

A chupeta pode, em certos casos, ajudar bebês prematuros que estejam com dificuldade de pegar o bico da mamadeira ou do seio, para poder abandonar a alimentação por sonda. Ela funciona como um treino para a sucção. 

Desvantagens do uso da chupeta 


• Otites - existe uma relação comprovada entre o uso prolongado de chupeta eotites médias, ou seja, infecções de ouvido. Não se sabe exatamente se a relação é de causação direta -- pode ser que ela esteja relacionada a outros fatores, mas é preciso levar a relação estatística em conta. Acredita-se que o uso da chupeta aumente a propensão da migração de infecções para a trompa de Eustáquio (a passagem oca que liga o ouvido médio e a garganta). Para evitar esse tipo de problema, limite o uso da chupeta à hora de dormir. 

• Infecções em geral - o uso da chupeta já foi estatisticamente associado a um risco maior da presença de sintomas como vômitosfebrediarréia e cólica. A explicação não é clara, mas, para garantir, se você for dar a chupeta ao seu filho, esterilize-a com frequência e carregue sempre uma limpa de reserva para o caso de a que ele estiver usando cair no chão. 

• Problemas dentais - o uso prolongado de chupeta e o costume de chupar o dedo podem causar problemas no desenvolvimento dos dentes, principalmente se a criança ainda tiver o hábito quando os dentes permanentes já estiverem nascendo. Esses problemas costumam exigir o uso de aparelhos ortodônticos. 

• Problemas de fala - o uso da chupeta impede os bebês de emitir sons do tipo "gugu-dadá", "agu", que são uma etapa importante do processo de aprender a falar. Em crianças maiores, reprime a fala, inibindo o desenvolvimento da linguagem. Esse tipo de problema é amenizado se o uso da chupeta ficar limitado à hora do sono. 

• Prejuízo à amamentação - existem fortes dados mostrando que mulheres que dão chupetas aos bebês têm maior probabilidade de desmamar os filhos mais cedo que mulheres que não dão a chupeta todos os dias. 

Há muita controvérsia em torno da relação causal entre a chupeta e o fim da amamentação. Um dos argumentos é que talvez as mães recorram à chupeta justamente porque estejam com problemas no aleitamento materno ou porque não queiram amamentar. Segundo outra linha de raciocínio, o uso de bicos diferentes (seio e chupeta ou mamadeira) pode causar confusão no bebê, dificultando a amamentação. Há também quem argumente que, como o bebê fica sugando a chupeta e não o seio, a mama é menos estimulada a secretar prolactina, causando a redução na produção de leite. 

Seja qual for o motivo, o uso diário da chupeta está ligado à interrupção da amamentação antes dos 3 meses de idade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde recomendam que as mulheres dêem apenas o seio aos filhos durante os primeiros seis meses, a chamada amamentação exclusiva, para que eles recebam os enormes benefícios do leite materno. 

Outro dado interessante é que muitas vezes bebês amamentados se recusam a pegar a chupeta ou qualquer outro tipo de bico. Se isso acontecer com seu filho, não é necessário forçar. A mamadeira pode ser substituída por copinhos ou canudo desde bem cedo. 

Como usar a chupeta 

choro constante do bebê pode desestabilizar a família inteira, e o que o bebê mais precisa para se desenvolver com saúde é de um ambiente tranquilo. Em nome dessa paz pode ser que valha a pena tentar a chupeta. Para isso, siga as seguintes dicas: 

• Use chupetas ortodônticas e adequadas para a idade do bebê (procure informações na embalagem). 

• Mantenha as chupetas sempre limpas -- esterilize-as com frequência, idealmente todos os dias, pelo menos nos primeiros três meses do bebê. Se for guardá-las dentro de caixinhas especiais, esterilize a caixinha também. 

• Troque a chupeta se notar que ela está desgastada, furada ou grudenta. 

• Nunca mergulhe a chupeta em alimentos doces como açúcar, para fazer o bebê parar de chorar. Esse costume pode provocar cáries. A funchicória, erva em pó muito usada para acalmar os bebês, também é doce. Converse sempre com o pediatra antes de usá-la. 

• Limite o uso da chupeta ao estritamente necessário, como durante crises de cólica ou na hora de dormir. O uso prolongado de chupetas está relacionado à ocorrência de otites médias e outros problemas (consulte a seção Desvantagensacima). 

• Espere o bebê precisar da chupeta, em vez de colocá-la na boca dele automaticamente. 

• Tente tirar o hábito de chupar chupeta o quanto antes, e se esforce ao máximo para que o costume já tenha sido abandonado de vez quando os dentes permanentes forem nascer (por volta dos 6 anos). O mais comum é os pais começarem a pensar em tirar a chupeta por volta dos 2 anos, mas você pode fazer isso mais cedo, até antes de 1 ano. A necessidade de sucção é muito maior nos primeiros meses. Depois os interesses do bebê se voltam para outros sentidos e vale a pena aproveitar a deixa para acabar com o hábito. 

• Não deixe que o uso da chupeta vire um vício para o bebê, especialmente durante o dia. Você controla a chupeta, não ele. Não a deixe à disposição e evite usar cordinhas para prender a chupeta à roupa. Não é demais repetir: limite o uso para quando ele for absolutamente necessário. 

A chupeta reduz o risco de morte súbita? 

Alguns dados sugerem que o uso da chupeta possa ter uma ação protetora contra a síndrome da morte súbita do lactente, um fenômeno muito raro que leva os bebês à morte durante o sono, sem explicação médica. 

Um estudo publicado no British Medical Journal analisou o uso de chupetas por vítimas da síndrome e concluiu que a presença da chupeta estava associada a um risco menor, especialmente quando havia outros fatores de risco, como dormir de bruços, dormir com muita roupa de cama ou dormir na mesma cama com uma mãe que seja fumante (mesmo que não fume no quarto). De acordo com o estudo, chupar o dedo também teve influência positiva. Os autores ressaltaram, porém, que os dados ainda são preliminares e precisam de confirmação. Para eles, há duas explicações possíveis para o efeito protetor. Uma é que a parte externa da chupeta ajude a manter o nariz e a boca do bebê longe das cobertas, e outra é que o ato de sugar melhore o controle das vias aéreas superiores. Outros especialistas acreditam que bebês que usam chupeta têm mais a atenção dos pais durante a noite, porque eles vão recolocar a chupeta na boca da criança, e que essa atenção é que tenha prevenido a síndrome. 

Mas esses dados não são suficientes para justificar o uso da chupeta. A amamentação é extremamente importante, e para prevenir a síndrome da morte súbita também há outras providências, como não deixar o bebê dormir de bruços e não fumar. 

Como largar a chupeta 

Seu filho está o tempo todo de chupeta na boca? Você acha que ele já está grandinho para a chupeta? Experimente essas idéias para acabar com o hábito: 

• Vá diminuindo aos poucos os períodos em que permite o uso da chupeta. 

• Restrinja a chupeta a momentos críticos do dia, como a hora de dormir ou quando seu filho está doente, se sentindo mal. Seja firme. 

• Se for premiar a criança por não usar a chupeta, prefira brincadeiras, passeios, privilégios, adesivos ou presentinhos simples -- não dê doces a ela no lugar da chupeta. 

• Reforce a idéia de que crianças mais velhas não usam chupeta -- elas adoram se sentir mais crescidas. 

• Incentive a criança a dar  todas as chupetas para alguém -- nem que seja o Papai Noel ou o coelhinho da Páscoa. E, depois que ela der, faça de tudo para não voltar atrás. Se não houver nenhuma data apropriada próxima, você pode inventar a "fada da chupeta", que deixa um presentinho em troca. 

• Converse com outros pais para saber que estratégias eles usaram. Há quem faça, por exemplo, um furinho na chupeta, prejudicando a sucção, e diga ao filho que a chupeta "quebrou". 

• Identifique os sinais de que seu filho está pronto para largar a chupeta e aproveite o momento. Durante um resfriado, é comum que a criança rejeite a chupeta, pois precisa respirar pela boca por causa do nariz entupido. Se isso acontecer, tire as chupetas de vista e espere. Quando seu filho pedir a chupeta, não dê imediatamente. Pode ser que ele largue o hábito naturalmente. 

• Invista na rotina da hora de dormir: anuncie uma mudança (um bichinho novo, a mudança do berço para a cama, um novo hábito, de ouvir música ou contar histórias de um livro, por exemplo), e explique que na nova rotina -- de criança grande -- não há espaço para a chupeta. O entusiasmo com a novidade pode ajudar.
Texto Original Escrito para o BabyCenter Brasil- site.http://brasil.babycenter.com

Vim Deseja...

Esta semana estarei postando as fotos do desfile da BeA!
Abracos... Direção

terça-feira, 30 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Filhos de novas uniões !!1

A família nuclear clássica como era conhecida, quer sejam, pai, mãe e filhos, está em plena transformação há algum tempo. Como fato comprovado, o número de divórcios por ano quase se iguala ao de casamentos efetuados no mesmo período. O aumento de separações por motivos vários, faz parte de uma triste realidade que causa profundo impacto nos filhos.

Apesar disso e, pelo fato de ter se tornado uma situação mais comum dentro dos lares, a criança tem maior facilidade em encontrar outra também de pais separados, favorecendo a troca de sentimentos e funcionando como suporte emocional uma da outra.
Com o tempo e após se refazerem do doloroso processo de separação, os pais começam a dar continuidade à própria vida pessoal. Muitos conhecem um novo parceiro e iniciam uma vida conjugal sólida e amorosa. Por vezes, ainda, o novo parceiro também traz seus próprios filhos da união anterior, aumentando consideravelmente a família.
Desta forma, todos os envolvidos direta ou indiretamente, terão que se rearranjar a fim de que se faça um lugar físico e emocional para todos. Não é fácil, pois há muito a se considerar. Se para um adulto é complicado, imagine para crianças de diferentes idades e fases de vida.
Primeiramente e, se possível, civilizadamente, ao perceber que se trata de uma ligação estável e duradoura e que de fato a pessoa fará parte da família, deve-se conversar com o ex-cônjuge, da melhor maneira, para que possa se tornar uma aliado e ajudar no momento de dar a notícia para a criança.
Esta atitude demonstra respeito e compreensão para com os sentimentos dela. Importante é não julgar a reação que tiver, pois é uma situação delicada e complexa, devendo dar-lhe tempo para que possa refletir e assimilar a grande novidade.
Em segundo lugar, vem a participação para o filho. Há de se ter tato, pois é difícil para ele incluir um estranho no lugar que é da mãe ou do pai. Dependendo com quem a criança vive, pode manifestar maior ou menor sentimento de rejeição, ciúme e ou raiva, pois teme deixar de ser amada por aquele que está vivendo com os filhos do novo par.
Tolerância, compreensão e amor devem ser redobrados, para a criança se reassegurar de que é amada e de que será bem recebida na nova família. Mas, em nenhum momento, abrir mão da imposição dos limites para não se perder de vista as regras familiares e sociais, que devem nortear a educação infantil.
Texto de 
Ana Maria Morateli da Silva Rico
Psicóloga Clínica
Original do Site Guia do bebe. 
http://guiadobebe.uol.com.br/filhos-de-novas-unioes/

quinta-feira, 21 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

A Criança de 2 anos

A partir dos dois anos, tem início uma grande transformação no comportamento da criança. É uma fase cujo pico ocorre entre 3 e 4 anos, declinando gradualmente.
Em primeiro lugar, os pais devem saber que seu "bebê" deixou de sê-lo e se tornou uma criança. Não se trata apenas de nova nomenclatura. Há de se mudar o jeito de tratar o filho, pois ele já está pronto para algumas novidades na relação familiar.
Criança de 2 anos
Nessa idade, a criança começa a distinguir o "certo" do "errado", não só pelas atitudes em si, mas também pelo olhar crítico dos pais ou mudança de postura deles. Assim, pode-se dizer que ela tem percepção que certas ações terão determinadas consequências, tanto para as aceitáveis como não-aceitáveis.
Por este motivo, é muito importante elogiá-la quando fizer algo esperado, construtivo e orientá-la quando for o contrário. São estas medidas que a ajudam a manter ou deixar certos comportamentos e atitudes.
Interessante ressaltar que apesar de adquirir essa consciência, é justamente quando estiver mais próxima dos três anos que começa a tentar violar as regras sociais e familiares. Muitas vezes o faz apenas por diversão, esperando arrancar risos dos adultos e irmãos. Assim, pode jogar o prato de comida no chão ou os talheres utilizados quando estiver satisfeita, rir dos erros de outras pessoas, desobedecer ordens.
Nessa fase, é capaz de formar frases curtas como: eu subo, eu faço. Tem noção que pode influenciar outras pessoas e também de que adquiriu novas capacidades, dentre elas, saber nomear objetos corretamente, bem como, o tipo de roupa que se usa para dormir, brincar ou passear.
Adora dirigir o comportamento dos outros, determinando, numa brincadeira, quem faz qual personagem ou quem usa qual brinquedo, justamente por ter o senso de influência.
Se vê uma pessoa ou criança em sofrimento, fica preocupada e pode se aproximar para lhe oferecer carinho e conforto. É uma busca dentre suas próprias vivências emocionais, quando também foi amparada e protegida.
Pode se tornar mais possessiva em relação aos seus brinquedos, exercendo controle sobre eles, ou seja, ela decide se outra criança pode ou não mexer em suas coisas.
Tem início a fase do "não", o que não significa que não queira de fato, apenas diz não para quase tudo, numa tentativa de autonomia e desprendimento, rumo à independência. É o desejo crescente de controlar seu próprio mundo e de se sentir poderosa. Aos poucos, vai abandonando esse comportamento, principalmente ao perceber que não é necessário para se autoafirmar.
Os pais se assustam com tanta mudança, afinal até recentemente seu filho era um bebê tão fácil de lidar, obediente e dócil.
É comum a criança dessa idade querer escolher o que vestir. Para evitar estresse desnecessário, separe duas ou três peças de roupas adequadas ao clima e passeio, coloque-as sobre a cama e peça para decidir dentre elas. A criança se sentirá fortalecida, respeitada e aceita.
O maior desgaste emocional entre pais e filho se dá fundamentalmente pelo fato de alguns não aceitarem que ele cresceu, tem vontade própria e desejam continuar a tratá-lo como bebê completamente dependente, não permitindo que exerçam sua individualidade e autonomia. Ou seja, ao invés de oferecer opções adequadas, decidem por ele o que deverá usar ou fazer.
Apesar de crítica, é uma fase de desenvolvimento saudável e normal e que necessita de muita compreensão e paciência.
Para não tolher a luta incessante pela independência, os pais devem ser mais flexíveis, negociando com a criança o que pode ser alterado porém, as regras e limites básicos terão que ser mantidos e respeitados sempre, com consistência e de comum acordo entre os responsáveis.
Ana Maria Morateli da Silva Rico

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Brincando e Aprendendo deseja....

Hum... nossa Festa Julina foi um sucesso, logo postarei as fotos para nossos visitantes... att Direção

terça-feira, 5 de julho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Bom descanso... 
E aproveitando ...tem tarefa surpresa para  o dia 27/06....
Um abraco carinhoso  Equipe Diretiva